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Seis dos 13 candidatos a presidente não têm projetos para o esporte em plano de governo

 
04/10/2018 11h24, Davi Barros ? Rio de Janeiro
 
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(Foto: InfoEsporte)

O esporte tem função importante no desenvolvimento dos cidadãos, não à toa é um dos 23 ministérios do país. Tanto no âmbito social, quanto na área da educação, inúmeras são as histórias de superação geradas pela prática esportiva. Dessa forma, fica claro que o incentivo a essa área é importante para uma sociedade se desenvolver de maneira saudável.

Só que seis dos 13 candidatos à presidência não citam nada sobre o assunto em seus planos de governo disponibilizados ao público: seja no site oficial dos candidatos ou no do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). São eles, em ordem alfabética: Álvaro Dias (Pode), Cabo Daciolo (Patri), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU).

Do outro lado do campo – alguns com menções mais genéricas e outros com diversas citações sobre o assunto – estão: Ciro Gomes (PDT), Eymael (DC), Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (Psol), João Amoêdo (Novo) e Marina Silva (Rede).

Abaixo, você poderá ver as propostas dos candidatos para o esporte do Brasil. Aos que não apresentaram ideias nesse assunto foi pedido para a assessoria de imprensa a resposta em um parágrafo para a seguinte pergunta: Por que não há propostas para a área de esporte em seu Plano de Governo? Além disso, ao clicar no nome do candidato, você vai poder ver o Plano de Governo na íntegra.

Por uma questão de espaço, o GloboEsporte.com optou por resumir as respostas da assessoria. Abaixo você verá o nome do candidato, seguido do partido e da quantidade de páginas que contém seu Plano de Governo.

Por mais que Álvaro Dias não tenha propostas no Plano de Governo que divulga em seu site e presente no TSE, a resposta do candidato traz detalhadamente o que pretende fazer n a área. De acordo com o texto enviado, a proposta abrange “desde o fomento das associações de esporte e cultura até o aperfeiçoamento das leis de incentivo ao esporte, bem como a participação integrada de bancos públicos como o BNDES, Banco do Brasil e Caixa para o incentivo aos nossos atletas, construção e preservação de áreas de treino”.

O candidato do Podemos também afirma da relação que o esporte tem com outras áreas, como educação, emprego, saúde e segurança. Na intenção de tornar seus ministérios livres de corrupção e cercado de pessoas capazes de exercer os cargos que serão nomeados, ele garante que haverá um fortalecimento do Poder Judiciário.

“Outro ponto importante é que não toleraremos a corrupção, aconteça ela no Congresso, no Executivo ou na CBF. Todos os ministérios – inclusive o do Esporte – serão ocupados por profissionais de destaque técnico, conhecimento e experiência nas respectivas áreas”.

O quinto capítulo do plano de governo de Ciro Gomes garante que ele irá "Investir maciçamente na educação". Uma de suas metas para a área é elevar a média de anos de estudo da população, com escola em tempo integral desde o Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) até o Ensino Médio, fazendo dela um local de aprendizado, desenvolvimento esportivo, artístico e cultural.

No capítulo 10, Ciro fala em "Respeitar a todos os brasileiros". Em um de seus subitens, o candidato pedetista destrincha como fará isso com a juventude. Segundo o plano de governo dele, "os jovens necessitam de política específicas para o seu desenvolvimento e sua transformação em cidadãos plenos".

O ex-governador do Ceará tem duas propostas nessa área e uma outra relacionada ao lazer:

Desenvolvimento de programas de incentivo ao esporte, como iniciativas regionais e o Bolsa Atleta;
Implementação e qualificação do esporte nas escolas como ferramenta de entretenimento e amparo dos jovens estudantes;
Lembrando que se você quiser ver o projeto de Brasil do candidato do PDT, basta clicar no nome de Ciro Gomes, lá em cima. As referências a esporte estão nas páginas 29 e 53.

O plano de governo do candidato do Democracia Cristã é o menor dentre os presidenciáveis que consta com alguma proposta para o esporte. No caso de Eymael, a intenção é "universalizar o acesso ao esporte amador". Isso seria feito através da implantação do "Pró-amador - Plano nacional de apoio ao esporte amador competitivo".

Segundo o plano de governo do ex-deputado federal, a ideia é promover políticas públicas para integração da criança e do adolescente na prática do esporte, em suas várias modalidades, além de reconhecer a importância na formação do caráter dos jovens e no combate às drogas.

Lembrando que se você quiser ver o projeto de Brasil do candidato do DC, basta clicar no nome de Eymael, lá em cima. As referências a esporte estão na página 6.

O Plano de Governo de Fernando Haddad começa citando o esporte na carta do ex-presidente Lula. Ele afirma ser este um direito constitucional e que devem gerar sistemas nacionais, como o Sistema Único do Esporte. Essa é a principal proposta dos petistas para a área. De acordo com o Plano de Governo, isso seria feito da seguinte maneira:

“Definindo o papel da União, Estados, DF, Municípios e das entidades esportivas na oferta de políticas de esporte (sistema quadripartite), a exemplo do que ocorre na saúde, com o SUS. A governança desse Sistema deve assegurar a participação e controle social e a otimização dos recursos públicos”.

O programa de Haddad cita outras ideias para a área, e o GloboEsporte.com destacou estas três:

Implementação da Universidade do Esporte, articulando ensino, pesquisa e extensão, visando à formação de profissionais de nível internacional voltados para toda a cadeia produtiva do esporte (gestão esportiva, saúde, pesquisa e políticas públicas);
Por meio do BNDES, o governo implementará o Programa de Modernização da Gestão do Futebol, além de apoiar a construção de um calendário unificado que garanta atividade anual permanente para todas as séries e campeonatos;
O Plano Brasil Medalhas será relançado e aperfeiçoado, bem como os investimentos na Rede Nacional de Treinamento;

O Plano de Governo de Geraldo Alckmin traça dois pontos essenciais para o esporte. No extenso documento que está presente no site do candidato, o ex-governador de São Paulo pretende realizar um planejamento público de longo prazo. Além disso, ele encara o esporte como oportunidade de crescimento pessoal e forma de combate à obesidade e ameaça das drogas.

“O Esporte será tratado como um instrumento de integração social, alinhado com as políticas públicas de Educação, e também como uma plataforma capaz de atrair investimentos privados para modalidades esportivas de alto rendimento, visando reduzir a dependência das verbas públicas.”

O programa de Alckmin cita outras ideias para a área, e o GloboEsporte.com destacou estas três:

Instituir planejamento público de longo prazo para o esporte brasileiro, com objetivos claros, metas de resultado e monitoramento constante;
Alterar a lei de incentivo ao esporte no sentido de incentivar e facilitar o aporte financeiro empresarial, sobretudo em projetos de longo prazo, desde o esporte de base até o de alto rendimento;
Incentivar o investimento privado no esporte de alto rendimento, para reduzir sua dependência das verbas públicas;

Se for eleito, Boulos tem separado mais de 30 projetos para a área do esporte. O candidato do Psol ao Planalto propõe integrar “todos os setores da vida social” na arte e na cultura, como educação, meio ambiente, trabalho, comunicação e esporte.

Ao que indica o Plano de Governo, o principal projeto que Boulos tem para a área é criar o Sistema Nacional de Esporte e Lazer. Ela articularia e integraria “práticas corporais e esportivas nos âmbitos municipais, estaduais e nacional de maneira a apoiar e fomentar projetos e programas de práticas corporais e de lazer que não se restrinjam ao esporte de alto rendimento”.

O programa do presidenciável cita outras ideias para a área e o GloboEsporte.com destacou estas três:

Romper com a política de conciliação com a cartolagem dos clubes, federações e confederações esportivas e auditar as contas das entidades esportivas (CBF, COB e federações);
Criar a Lei Prata da Casa: uma taxa decrescente para as transferências internacionais de jogadores até 23 anos, forma legal para interferir no êxodo dos jovens atletas e proteger os clubes de formação, garantindo maior qualidade técnica para o futebol disputado no país.
Defender a regulamentação da negociação coletiva e centralizada da venda dos direitos de transmissão televisiva e que a distribuição dos pagamentos: 50% divididos igualitariamente entre todos os clubes, 25% baseados na classificação final do Campeonato anterior (o campeão recebendo 20 vezes mais o valor que recebe o último classificado) e 25% variáveis de acordo com o número de jogos transmitidos na televisão, como medida para combater a desigualdade da distribuição de tais recursos.

O segundo capítulo do Plano de Governo de João Amoêdo tem o seguinte título: “Educação de qualidade e conhecimento para que as crianças e os jovens possam construir seu futuro em um mundo em transformação”. Nele, entre as 11 propostas para conquistar uma “educação básica de qualidade para todos os brasileiros”, há uma referência ao esporte.

A proposta do candidato do Novo que fala sobre o assunto é para arranjar “novas formas de financiamento de cultura, do esporte e da ciência com fundos patrimoniais de doações”. Porém, essa é a única vez que Amoêdo fala de esportes, sem explicar detalhadamente como fará para a arrecadação dos fundos.

Sem contar com uma abordagem sobre esporte em seu Plano de Governo, João Goulart Filho respondeu o contato da reportagem. Nele, o candidato do PPL não expõe uma política clara para o esporte. Afirma apenas que o governo “deve agir principalmente nas escolas e comunidades incentivando as práticas de todos os esportes”.

Por outro lado, argumenta que o Estado deve definir os investimentos no esporte porque na esfera privada isso é ditado pela busca do retorno financeiro para os investimentos. Segundo Goulart Filho, a ação do Estado deve ter outra lógica: a do investimento no futuro e não na busca do lucro. Essa seria a forma de evitar que se transforme os jovens sem alternativas em soldados do narcotráfico.

“O governo deve agir principalmente nas escolas e nas comunidades, incentivando, entre outras coisas, a prática de todos os esportes. Esse é, a nosso ver, o maior investimento em esporte que um governo pode fazer, além de representar também, com essa política, uma forte barreira ao avanço do tráfico de drogas”.

A ex-senadora acreana é quem fecha a lista de candidatos com propostas para o esporte no Plano de Governo. Nas propostas para a terceira campanha presidencial, Marina tem como principal bandeira para a área a garantia de políticas públicas que incentivem a prática esportiva. 

“É fundamental garantir políticas públicas para incentivar a educação física nas escolas, as práticas do esporte e de atividades físicas para a população jovem, adulta e idosa e promover o esporte de alto rendimento”

O programa da presidenciável cita outras ideias para a área e o GloboEsporte.com destacou estas três:

Nos comprometemos a um aumento substancial dos recursos federais destinado ao esporte que, apesar de sua importância fundamental para a saúde e a formação do espirito de cidadania, nunca recebeu o apoio adequado.
Apoiaremos os municípios com mais de 100 mil habitantes a implantarem ciclovias, pistas de corridas e caminhadas, que interliguem os espaços residenciais e os comerciais, bem como a implementação de políticas que favoreçam o uso de vias públicas para a prática de atividade física.
Medalhas também são importantes. O legado esportivo é o primeiro passo para promover o esporte de alto rendimento e para projetar o Brasil como excelência esportiva mundial, no esporte olímpico, paraolímpico, surdolímpico, militar, universitário e escolar. Criaremos mecanismos para tornar o esporte de alto rendimento menos dependente dos recursos públicos e incentivaremos a construção de trajetória estruturada de iniciação, especialização e aperfeiçoamento esportivo, com garantia de acesso a todas as crianças e adolescentes.

 

 

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