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Goleiro do Remo relembra o dia em que um "pum" tirou Luxemburgo do sério no Fla

 
Vinícius, ídolo do Remo, conta detalhes do polêmico: "Ninguém queria assumir"
13/05/2020 11h14, Gustavo Pêna e Bruno Amâncio* Belém
 
20 Vinícius (o mais alto, ao lado de Zico) na sua apresentação no Flamengo, em 2010 (Foto: Alexandre Vidal/Fla)
Vinícius (o mais alto, ao lado de Zico) na sua apresentação no Flamengo, em 2010 (Foto: Alexandre Vidal/Fla)

O ano era 2011. Um treinamento no Ninho do Urubu, às vésperas do jogo contra o Bahia, pela Série A, tinha tudo pra ser apenas mais um comandado por Vanderlei Luxemburgo no Flamengo. Mas havia algo de estranho no ar Rubro-negro... O clima azedou quando um jogador soltou um pum daqueles dos mais altos, fedidos, levando o elenco às gargalhadas. Ao invés de rir, Luxa mostrou uma ira jamais vista no treinador pentacampeão nacional. E ele exigiu saber quem tinha sido o autor do som misterioso. Essa história é lembrada com muitos detalhes pelo goleiro Vinícius, hoje com 35 anos, ídolo do Clube do Remo, de uma passagem pelo time cheio de estrelas do Mengão.

– O professor Luxemburgo chamou o grupo todo no meio do campo, estávamos fazendo uma roda de bobinho. Chegamos todos pra sentar e alguém soltou um peido muito alto (risos). Ele (Luxa) ouviu e ficou mais nervoso porque todo muito riu. Nós tínhamos acabado de sofrer dois tropeços e estávamos brigando por Libertadores. Isso incomodou e ele ficou muito bravo. O professor queria saber quem foi o jogador que soltou esse peido, mas ninguém falava. O grupo era fechado. Ninguém falava e o treino era 10h. Passou uma, duas horas... Já era meio dia e nada de começar o treino. A imprensa toda fora do Ninho esperando começar o treino e aquela confusão do “quem foi?”, mas ninguém falava.

 

“(Luxa) Saiu para o vestiário e deixou os jogadores todos dentro de campo para saber quem ia falar que soltou esse peido. Foi uma situação engraçada pra nós, mas não para a comissão. Ficou aquela situação desconfortável, ninguém iria entregar o companheiro. Ficou nisso e ele deixou passar”." - Luxemburgo

Apesar da irritação pelo polêmico pum no Flamengo, Vinícius acredita que Vanderlei Luxemburgo foi o principal treinador da sua carreira. O arqueiro avalia que, se estiver livre de polêmicas externas e os jogadores seguindo o seu estilo de trabalho, Luxa pode levar o Palmeiras para mais uma conquista, seja ela dentro ou fora do país. E emenda: é preciso respeitar o técnico brasileiro tanto quando o do exterior.

 

Em 2011, Vinícius foi escalado por Luxemburgo para compor o banco de reservas no jogo contra a Universidad do Chile, pela Sul-Americana (Foto: Reprodução/Fox Sports)
Em 2011, Vinícius foi escalado por Luxemburgo para compor o banco de reservas no jogo contra a Universidad do Chile, pela Sul-Americana (Foto: Reprodução/Fox Sports)

 

A situação, para muitos, pode ser considerada natural, mas o “estouro” acabou abalando o grupo profissional do Flamengo, que perdeu para o Bahia em uma atuação irreconhecível. Passados alguns dias, Luxemburgo, que havia visto o gesto como uma falta de respeito, iria mesmo deixar tudo pra lá? Que nada. Ele reuniu o grupo – por coincidência, no quarto de Vinícius – para um bate-papo, amansou as feras da equipe, porém, logo em seguida, quis novamente saber quem tinha soltado o pum. Na base do “unidos venceremos”, mais uma vez, ninguém levantou a mão e muito menos um delator se apresentou pra acabar com o mal estar. Até hoje o mistério se arrasta nas resenhas daquele elenco. Mas o arqueiro garante saber quem teve a "coragem" na frente do "pofexô".

 

Goleiro, hoje no Remo, trabalhou com grandes craques da história do Fla   (Foto:  Maurício Val/Vipcomm)
Goleiro, hoje no Remo, trabalhou com grandes craques da história do Fla (Foto: Maurício Val/Vipcomm)

– Passaram três ou quatro dias e fomos jogar contra o Corinthians no Pacaembu. Ficamos concentrados em Atibaia. Ele reuniu o grupo de novo no quarto, inclusive foi até no meu. Começou falando que tinha um prazer enorme, que desde a época do Bragantino que escolhia cada jogador a dedo e que queria saber quem soltou aquele peido. Novamente ficamos umas três, quatro horas e ninguém falou (risos). Ele ficou com isso na cabeça e saiu bravo do quarto. Fiquei sabendo qual foi o jogador que soltou o peido já quando estava no Boa Vista. Encontrei o preparador físico e perguntei quem foi, porque eu também estava curioso. Um acusava o outro, mas ninguém queria assumir. Depois eu fiquei sabendo. Até hoje ninguém fala quem foi. As pessoas sabem, mas da boca do dono ninguém vai ouvir.

 

Arqueiro ainda não pensa em aposentadoria e quer continuar no clube paraense (Foto:  Akira Onuma/O Liberal)
Arqueiro ainda não pensa em aposentadoria e quer continuar no clube paraense (Foto: Akira Onuma/O Liberal)

 

 

 

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